- Na sala que fica ao centro da foto, tive aulas de teatro com Aracy Cardoso e Maria Pompeu ;
- Bem perto daí, sobre um tabladinho improvisado, vi um dos primeiros shows do Lobão .
- Seguindo pelo corredor à direita, e descendo por uma dessas várias portinhas , fiz meu primeiro curso de fotografia (algo no gênero amador avançado). O professor era o Lúcio Paiva .
- Outro dado interessante: Quando frequentava a EAV , em meados dos anos 80, esse laguinho esteve, durante muito tempo, coberto por uma espécie de tablado. Aí vi serem encenadas peças como "O Círculo de Giz Caucasiano", de Brecht, e "A Tempestade", de Shakespeare . Ambas com o Pessoal do Despertar .
Tempos atrás, comentei no Flickr da Fernanda Chemale foto tomada no mesmo local .
Comecei a frequentar o Parque Lage quando tinha por volta de nove anos. Outro dia, escrevi aqui que nessa época minha mãe fazia diversos cursos na EAV (Escola de Artes Visuais). De alguns deles -- como o de escultura -- eu e minha irmã Ana Cristina (três anos mais nova) fomos, por assim dizer, espectadoras ativas, assistindo às aulas, nos lambuzando de argila e, de quebra, levando para casa nossas criações.
Agora, o que "cobiçávamos" mesmo eram as aulas de "modelo vivo" . Como quaisquer crianças de nossa idade, tínhamos curiosidade sobre a nudez. Mas claro que não nos era permitida a entrada no recinto. Então , nos postávamos sob um desses janelões , detrás de onde aconteciam as aulas e nos espichávamos o máximo que podíamos para tentar ver o que rolava lá dentro.
Guardo na memória que uma dessas modelos era atendente na lanchonete da EAV . E continuou a ser, anos depois, quando ingressei na escola como aluna. Primeiro de serigrafia; depois, de teatro e de fotografia .
Bela iniciativa essa do Help-Portrait, projeto concebido pelo fotógrafo e artista gráfico norte-americano Jeremy Cowart .
Cowart propõe que, no próximo dia 12 de dezembro, fotógrafos do mundo inteiro reunam-se em suas cidades para fotografar pessoas que não têm como dispor de registros fotográficos de si próprias ou de suas famílias . Moradores de rua, de asilos, órfãos, pacientes hospitalizados. Pessoas, enfim, com uma carência tão específica como a de uma autoimagem digna podem ser encontradas em todas as partes. E, certamente, em maior número em lugares situados à margem dos alvos preferenciais dos holofotes da mídia.
Em busca da beleza :Longe dos holofotes
Em um vídeo que explica a proposta do projeto, Cowart deixa claro que não se trata de exibir portfolios ou de promover o trabalho de fotógrafos , mas de usar a fotografia como instrumento de inclusão social . A ideia é ajudar as pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e na realidade em que estão inseridas. Os organizadores do Help-Portrait querem conhecer os laços que unem essas pessoas e as histórias que elas têm para contar.
Criei, no site, grupos referentes a 3 cidades que conheço bem e onde morei : Rio, São Paulo e Brasília. Agora, convido você a participar da iniciativa.
Eis o passo-a-passo resumido: Acesse o site, crie uma conta, verifique se sua cidade já possui um grupo no Help-Portrait -- se não houver, você pode criá-lo .
Em seguida, articule-se com pessoas de sua cidade (convide outras) , escolha comunidades ou instituições para visitar . Os voluntários dessa iniciativa em cada localidade -- a quem Cowart chama de "exército de criativos" -- são incentivados a organizarem-se de modo a fazer dessas sessões fotográficas coletivas um evento especial. Ele sugere que cada um desses grupos articule-se de modo a obter doações em alimentos , bebidas , impressoras , papel fotográfico, etc..
Vamos lá ? Ajudar pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e em suas realidades é mais simples do que parece.
Um festival de cinema brasileiro no Canadá Brazil Film Fest abre hoje em Toronto. Entre filmes da programação, documentários que destacam fotografia
Mundos de Verger :Acima, trecho de um dos documentários que serão exibidos em Toronto
Pelo menos dois dos filmes que serão exibidos dentro da programação do Brazil Film Fest, festival de cinema brasileiro, que acontece de hoje a 25/10, em Toronto, no Canadá, privilegiam a fotografia. São eles : 'Pierre Verger - Mensageiro Entre Dois Mundos', de Lula Buarque de Hollanda, e 'A Casa do Tom - Mundo, Monde, Mondo', de Ana Jobim.
Resultado de extensa e minuciosa pesquisa do diretor Lula Buarque e de seu parceiro, o roteirista Marcos Bernstein, o documentário sobre o fotógrafo e etnólogo francês Pierre Verger retoma o interesse do pesquisador pela cultura negra, refazendo sua trajetória entre os dois mundos a que alude o título : Bahia e África.
A relação de Tom Jobim com sua música, sua família e com a natureza, pela ótica de sua fotógrafa mais íntima. É o que se pode ver em "A Casa do Tom" , trabalho dirigido por Ana Jobim, segunda mulher do músico.
O filme, de preciosa matriz intimista, ultrapassa os limites do que, normalmente, rotula-se como documentário. O livro Ensaio Poético, concebido em parceria por Ana e Tom Jobim (e lançado em 1987) , é tido como inspiração e gênese dessa "documentação íntima" que, agora, será exibida ao público canadense, na sala do Royal Theatre, em Toronto.
Imbuída dos papeis de mulher, fotógrafa e diretora, Ana Jobim teve a primazia de ver Tom em seus momentos mais abandonados de homem de família e de criador inspirado. Que outro olhar sobre o maestro poderia ser tão abrangente e revelador ?
Para mais informações e a programação completa do 3° Brazil Film Fest :
Que seja bênção: Naquela mesma Urca, no feriado de 12 de outubro.
Ao fundo, o Cristo Redentor e, no primeiro plano, mastros de barcos ancorados no
Iate Clube do Rio de Janeiro
A propósito de minhas experiências fotográficas no Rio de janeiro, escrevi no Twitter :
Tenho feito zilhões de fotos, aqui, no Rio . Em meio a toda essa exuberância natural, pouquíssima coisa me entusiasma. Minha visão, plasmada por embevecido e estreito convívio com as geometrias paulistanas, parece não aceitar ser outra.
Ontem, circulando pela Urca. Foto tomada da Avenida Portugal (ao fundo, Botafogo) .
Ainda Urca: Fachada de casa na rua Odílio Bacelar
* Este blog vai retomar sua vocação primeva, que era a de exibir -- e, eventualmente, falar sobre -- fotografia. A ideia é voltar a publicar meus textos (crônicas, resenhas, etc.) no meu primeiro blog, o Periplus.
Escrevi: o múltiplo Sam Tsui mandando Michael Jackson 'a cappella' . Esse menino, a propósito, lembra muito um tenor que cantava comigo no Tanoshii Tori (coral japonês da Universidade de Brasília - UnB).
Eu, Tri-X?: Meu sobrinho em recorte de cópia-contato feita em meu antigo laboratório PB
No final de julho, respondi, via Facebook, o quiz "What Classic Photographic Film Are You?" . Abaixo meu resultado e os resultados de alguns de meus contatos convidados a também entrar na brincadeira .
O fato é que continuo empolgada com o Facebook e com quase tudo o que a ele se refere. No que tange aos encontros e reeencontros, as boas supresas não param de se suceder . No momento, contudo, o que mais tem me entusiasmado é um outro aspecto da rede social : a multiplicidade de meios disponíveis para exposição de trabalhos, projetos, ideias. Assim , eu que já experimentei um pouco de muita coisa nesta minha vida, tenho encontrado ali sempre novos ensejos para mostrar outras de minhas menos "iluminadas" facetas.
Dos álbuns recém-atualizados
"Guardados II : Rasgos criativos Falas De Lírios"
Das "artes" que criei para a Kalix Magazine, revista digital que eu editava, e que teve colaboradores, entre outros,
Adriana Del Ré, Angélica Freitas (ex-Estadão) e Margarida Hallacoc (Hoje em Dia- MG)
E, juro, sem vontade de ter o milhão de amigos de que o Roberto falou.
Até porque percebo que o perfil dos usuários do Facebook é muito diferente daquilo que, ainda hoje, vê-se no Orkut. Ao fazer tal afirmação, circunscrevo-me, claro, às pessoas que se encontram em minha rede .
Até onde experimentei o canal (excepcional ferramenta de networking!), não há qualquer indício de que, tão logo, ele venha a interessar ao usuário mais comum do Orkut -- aquele mesmo que, em sua típica "ânsia BBB", coleciona amigos para ostentar "popularidade".
...De pronto, entre as pessoas de minha rede aqui, com acesso ao circuito de galerias no Rio -- e que poderiam lhe dar dicas --, ocorre-me sugerir:
- Leonardo Ramadinha (co-criador da 'Verbete', revista eletrônica de artes visuais) . - Fernanda Chemale (que entrevistei para a Pictura Pixel e expõe, regularmente, no Rio ). - Marian Starosta (que leciona na Ateliê de Imagem -- também uma galeria voltada à exibição fotográfica) .
Algumas das galerias cariocas aqui presentes :
- Ateliê da Imagem (Urca) - Artur Fidalgo (Copacabana) - Entre-Tanto (Copacabana) - A Gentil Carioca (Centro)
Um dos lances mais bacanas do Facebook (e de seus congêneres) é isso: poder trocar dicas / ideias . Sorte nos colóquios !
Acima, o fotógrafo Ricardo Teles durante trabalho ligado a projeto da Auana Editora .
Escrevi no Facebook: Já que falei da jornalista Ana Augusta Rocha e de seu trabalho na Auana Editora -- que ela fundou depois de deixar sociedade na Terra Virgem --, no site de sua editora, um pouco mais sobre a profissional que tem no currículo, entre outros, os livros ..."Amazônia, o povo das águas" (com fotos de Pedro Martinelli) , e "Poder, glória e solidão" (fotos por Orlando Brito).
E no Twitter : Coincidentemente, mexia no convite que a Auana Editora me mandou para o evento. Também no site da editora. Conheci, pessoalmente, a jornalista Ana Augusta Rocha por conta de cliente em AI da Verve.